Oficinas criativas para terceira idade

Você sabia que despertar o potencial criativo nos idosos pode trazer um envelhecimento com mais ânimo, prazer e alegria? Redescobrir a criatividade na velhice é algo de fundamental importância nesta fase da vida humana. A inventividade pode ser despertada com a abertura de espaços que favoreçam a expressão do potencial criador.

É por isso que o Residencial Santa Cruz oferece todas as segundas-feiras atividades onde os idosos possam expressar toda a sua criatividade. Com objetivo de despertar a vontade de criação e transformação que pode estar esquecida ou adormecida devido as dificuldades do envelhecimento.

A psicóloga Luiza Menoni Martino conta que a oficina de criatividade interage de acordo com o movimento do grupo e busca diferentes recursos expressivos para que os idosos manifestem sua potencialidade. “O movimento da oficina tem sido empoderar e dar autonomia para os residentes, com atividades que surgem da parte deles, do que eles faziam lá fora. Muitos relataram que estavam acostumados a cuidar das plantas, e que aqui estavam sentindo falta de fazer algo que fosse deles. Então a gente foi pra jardinagem! Começamos com as suculentas e depois fomos para as ervas, com o intuito de utilizar o que eles estão plantando pra fazer chá, na ideia de plantar e colher. Isso é uma autonomia, por que são eles que fazem. Se as plantas estão lindas e florescendo é o cuidado que eles estão tendo, seja de regar, seja de conversar com as plantas é tudo da parte deles”, explica Luiza.

Além da jardinagem, Luiza resolveu trabalhar a ressignificação das emoções através da reciclagem. Foram coletados inúmeros potes de alumínio utilizados para armazenar alimentos, que foram reciclados e serão criativamente reinventados pelos idosos que usufruem da oficina. A ideia do reaproveitamento é demostrar simbolicamente como tudo na vida pode ser transformado.

“Normalmente na reciclagem a gente pega algo velho ou que aparentemente não tem mais utilidade e transforma. A oficina traz isso, através de um recurso externo, nós começamos a ressignificar questões internas. Não necessariamente falaremos sobre isso durante a aula, mas nós vamos pontuar algumas coisas e a partir do material vamos transformando algumas questões. Trabalhar com o simbólico, dizendo que eles podem ser produtivos, e que há aspectos positivos a serem criados e compartilhados. Além de proporcionar um espaço de pertencimento e suporte mútuo”, conclui a psicóloga.

Texto| Mayara Nunes

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