Sistema drive-thru para que familiares visitem idosos

O drive thru é previamente agendado na recepção do RSC, e tem a duração média de 15 minutos.

Três meses se passaram desde o decreto de isolamento social no Brasil, considerando idosos o grupo social de maior risco perante o novo coronavírus, o Residencial Santa Cruz adotou medidas rigorosas de proteção: reduziu o quadro de funcionários, manteve apenas os serviços essenciais de atendimento e não permitiu visitação entre familiares.

Para matar as saudades foram realizadas vídeo-chamadas entre familiares e residentes, contudo, o sentimento de tristeza devido ao distanciamento físico dos entes queridos permeou o Residencial durante os meses de afastamento.

O Sistema Drive Thru foi uma adaptação da forma convencional realizada em restaurantes e redes de fast food, onde as pessoas realizam os pedidos através de um vidro. É evidente que o modelo do RSC pensou numa forma afetiva e segura para solucionar a questão do distanciamento, deste modo, os idosos poder rever e sentir a presença dos amados filhos e netos sem se expor ao contágio.

Segundo Bruno Leonel M. de Abreu, psicólogo do RSC, as emoções e os sentimentos produzidos são facilmente observados nos brilhos dos olhos marejados e no sorriso saudoso, principalmente pela possibilidade de rever a figura familiar afetiva sem que seja pela tela virtual. “Essa intervenção visa aproximar os
aspectos emocionais, renovar as esperanças, ao passo que possibilita a reflexão sobre a importância essencial do contato familiar, que desperta os aspectos simbólicos da linguagem, as memórias afetivas e culturais daquele sistema familiar, ao passo que promove a segurança e confiança nos cuidados ofertados
ao residente, buscando favorecer o bem-estar subjetivo integrado entre residentes, familiares e instituição”, explica o psicólogo.

As visitas, mesmo que dessa forma inusitada, revigora a autoestima dos residentes pois, seus familiares amados realizam todo um movimento para revê-los e contemplar sua presença real. Isso acarreta na diminuição da ansiedade, sentimentos de abandono e contribui de forma positiva no humor e motivação para a
realização de suas atividades diárias.

Bruno explica que as medidas para visitação cumprem um protocolo sistematizado de prevenção e higienização desenvolvido pela coordenação técnica, que se inicia desde a entrada na instituição. “Os controladores de acesso aferem a temperatura do colaborador, através do termômetro infravermelho. Caso a temperatura esteja superior a 37,5 graus, o colaborador não é autorizado a entrar na instituição. Esta conduta também ocorre para as pessoas que apresentarem algum sintoma gripal (tosse, coriza nasal, dores no corpo e outros sintomas). Ao adentrar a instituição, o colaborador deve higienizar as mãos, em seguida seus pertences e finalizar com álcool gel 70%, bem como utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs) disponibilizados pelo RSC, evitar aglomerações, realização de testes de rastreamento e intensificação na limpeza dos equipamentos, andares e suítes, além da colaboração de todos da equipe”, conta.

Texto| Mayara Nunes

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